A União Africana de Radiodifusão (UAR) junta-se à comunidade internacional na celebração do Dia Internacional da Mulher 2025, sob o tema «Os direitos dela, o nosso futuro, agora». O tema recorda que os direitos das mulheres e a igualdade de género não são apenas uma questão de justiça, mas uma base essencial para um futuro mais próspero e pacífico para todos.
Décadas de mobilização de movimentos feministas e ativistas pelos direitos das mulheres produziram avanços importantes em todo o mundo. No entanto, essas conquistas estão hoje sob pressão, com um preocupante retrocesso contra os direitos das mulheres.
Segundo as Nações Unidas, em 2023 mais de 50 000 mulheres e raparigas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares, uma média de cerca de 140 vítimas por dia.
A crise é particularmente grave em África, onde foram registados 21 700 feminicídios em 2023, o maior número entre as regiões do mundo. O continente apresentou também a maior taxa de feminicídio, com 2,9 vítimas por 100 000 habitantes.
A violência baseada no género continua a afetar as comunidades e expandiu-se também para os espaços digitais. Para além de violar o direito fundamental de mulheres e raparigas a viverem sem violência, compromete a sua saúde física e mental e limita a sua plena participação na sociedade.
Apesar destes desafios, mulheres e raparigas de todo o mundo permanecem na linha da frente pela igualdade de género, desenvolvendo soluções práticas e inovadoras, sobretudo no ambiente digital, para criar espaços online mais seguros e inclusivos.
Através das suas organizações membros, a UAR reconhece que proteger os direitos das mulheres não é apenas um imperativo moral, mas um investimento estratégico no nosso futuro coletivo. A UAR manifesta solidariedade com o sistema de Direitos Humanos das Nações Unidas e os seus parceiros no reforço dos quadros jurídicos, melhoria dos sistemas de governação e apoio aos atores que trabalham pela defesa dos direitos das mulheres.
Neste Dia Internacional da Mulher, e todos os dias, reafirmemos o nosso compromisso com «Os direitos dela, o nosso futuro, agora».



