
Quais são os desafios da indústria dos media e o que está a ser abordado neste 2.º Media Congress?
Um dos principais desafios é a chegada da inteligência artificial e a forma como podemos tirar partido dela. É simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Precisamos de preparar a nova geração para o futuro dos media.
O Global Media Congress é um excelente espaço para partilhar informação, atualizar conhecimentos e fortalecer ligações entre organizações com experiências diferentes, sobretudo numa época marcada pela desinformação. Reunir profissionais de várias partes do mundo ajuda-nos a compreender melhor as tecnologias disponíveis, trocar experiências e aprender uns com os outros. Isso contribuirá para o desenvolvimento do setor e das nossas organizações.
Como avalia a cooperação entre África e os Emirados no domínio dos media?
Os Emirados Árabes Unidos estão a construir uma relação muito forte com África. O congresso é uma boa oportunidade para os países africanos acompanharem o que está a acontecer. Estamos satisfeitos por contar com representantes africanos, porque o continente tem muita experiência e existem muitos projetos que podemos desenvolver em conjunto.
Alguns colegas africanos convidados não puderam participar. Esperamos receber mais na próxima edição, de 26 a 28 de novembro de 2024. Já trabalhamos com jovens jornalistas e estudantes em programas de reforço de capacidades e queremos ampliar essas atividades.

Quantos acordos foram alcançados entre empresas de media e tecnologia?
Foi assinado um grande número de memorandos de entendimento com muitas das agências presentes. É muito positivo ver esta plataforma prestar esse tipo de serviço aos parceiros. Foi um sucesso no ano passado, cresceu este ano e esperamos que seja ainda mais forte no próximo.
Com a IA, deepfakes e notícias falsas, como pode a profissão resistir?
Entrevista: Irene GAOUDA
Ilustrações: Hitcham ATTMANE, Mamadou M. SOUARE
Em missão especial em Abu Dhabi.



