A Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, afirmou que a ONU defende mecanismos de financiamento sustentável e concessional para apoiar programas de preparação, redução e gestão do risco de catástrofes nos países em desenvolvimento. Segundo ela, embora existam plataformas e instrumentos financeiros, continua a ser necessária vontade política para disponibilizar subvenções e reestruturar dívidas, permitindo uma resposta mais eficaz aos riscos.
O Relatório de Avaliação Global 2025 estima que o custo real das catástrofes ultrapassa 2 biliões de dólares por ano, recursos que poderiam ser investidos no desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o mundo continua atrasado no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O planeta enfrenta também crises climáticas mais intensas, incluindo cheias devastadoras, calor extremo, subida do nível do mar e derretimento dos glaciares, com impactos crescentes sobre pessoas e territórios.
Amina Mohammed observou que a ampla participação na Plataforma Global demonstra a importância crescente do tema para jovens, sociedade civil, setor privado, comunidades indígenas, mulheres e media.
A ONU procura proteger os progressos do desenvolvimento global contra os impactos das catástrofes, reforçando a importância da resiliência e dos sistemas de alerta precoce.
Patricia Danzi, Diretora-Geral da Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação, afirmou que a Suíça investe anualmente entre dois e três mil milhões de dólares no país em redução do risco de catástrofes, além de cerca de 250 milhões de dólares no exterior através da cooperação internacional.
Os participantes destacaram que as catástrofes não respeitam fronteiras e afetam países desenvolvidos e em desenvolvimento. Esta realidade comum reuniu delegados de todo o mundo na 8.ª sessão da Plataforma Global para a Redução do Risco de Catástrofes.
O debate reforçou a necessidade de acelerar a implementação do Quadro de Sendai, concebido para ajudar os países a reduzir os riscos associados às catástrofes e a fortalecer a resiliência das populações e dos territórios.



