O Diretor-Geral da União Africana de Radiodifusão (UAR), Grégoire Ndjaka, afirma que as tecnologias emergentes estão a transformar as capacidades dos media, com a inteligência artificial, os media imersivos e a análise de dados a permitirem aos profissionais contar histórias de formas anteriormente consideradas impossíveis.

O Sr. Ndjaka fez estas declarações no 12.º Fórum Global de Media em Vídeo, em Quanzhou, China, onde destacou que as ferramentas alimentadas por IA estão a permitir análise de dados, distribuição personalizada de conteúdos e informação direcionada, ao mesmo tempo que abrem novas possibilidades de envolvimento e participação do público.
Alertou, contudo, que, ao explorar estas ferramentas transformadoras, os media devem continuar a ser vigilantes guardiões da verdade, dos factos, da objetividade e da responsabilidade social — princípios que responsabilizam os profissionais perante a sociedade e a humanidade no cumprimento da missão de divulgar informação e criar espaços seguros para que as pessoas façam ouvir a sua voz sobre questões que afetam o seu bem-estar, aspirações e desenvolvimento.
« É isso que sustenta a posição da UAR de promover formações sobre a ética da IA e a moderação responsável de conteúdos, garantindo que os avanços tecnológicos estejam alinhados com a integridade jornalística. Convido os nossos parceiros internacionais a juntarem-se a nós na promoção de um quadro para a utilização ética da IA nos media, consagrado no Observatório Africano de Inteligência Artificial da UAR. »

A UAR, observou, há muito promove o jornalismo colaborativo e iniciativas de partilha de conteúdos que permitem que as histórias africanas cheguem ao mundo, oferecendo perspetivas autênticas e respeitando os contextos culturais. Através de iniciativas como o Centro de Intercâmbio de Conteúdos de Notícias e Programas da UAR, em Argel, a organização está a construir uma rede que apoia uma cobertura equilibrada e dá força às narrativas regionais no palco global.
O Sr. Ndjaka incentivou os líderes dos media presentes no fórum a colaborar mais para promover narrativas locais e iniciativas de preservação cultural, essenciais para um panorama mediático que reflita a verdadeira diversidade do mundo.



