O custo humano das catástrofes inclui a perda de meios de subsistência, habitações e laços culturais com os territórios. Quando as condições de vida já são frágeis, mesmo uma deslocação de poucos dias provocada por uma catástrofe pode comprometer oportunidades económicas durante anos.
Kamal Kishore, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Catástrofes e responsável do UNDRR, abriu a 8.ª Plataforma Global destacando a urgência de cumprir o Quadro de Sendai. Sublinhou a importância das iniciativas das comunidades, da sua criatividade e capacidade de adaptação, apelando ao compromisso de todos os atores.
Recordando a recente destruição de uma aldeia suíça por um deslizamento associado a um glaciar, a Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, afirmou que os sistemas de alerta precoce salvam vidas, mas não conseguem impedir o desaparecimento dos glaciares. Destacou que as catástrofes e os seus efeitos em cadeia podem representar custos anuais de até 3,2 biliões de dólares.
Amina Mohammed apelou a um desenvolvimento informado pelos riscos em todos os setores, ao aumento dos investimentos públicos e privados em resiliência e a estruturas financeiras nacionais alinhadas com as necessidades de adaptação.
Ignazio Cassis, Ministro suíço dos Negócios Estrangeiros, observou que os riscos estão hoje presentes em todo o lado e lembrou que a Plataforma Global 2025 é a última antes da meta de 2030. Defendeu a implementação do Quadro de Sendai, a utilização da ciência e da inteligência artificial e a adoção de métricas capazes de mobilizar recursos para a redução dos riscos.
A cerimónia de abertura reforçou a necessidade de fortalecer as plataformas nacionais de redução do risco de catástrofes e integrar esta abordagem nas políticas e estratégias públicas.



