De 11 a 15 de setembro de 2017, a União Africana de Telecomunicações (UAT) organizou uma reunião preparatória no Hotel Pullman, em Dakar, antes da Cimeira Mundial das Telecomunicações.
A União Africana de Radiodifusão esteve representada nesta importante reunião pelo seu Diretor-Geral, Sr. Grégoire Ndjaka, acompanhado pela Sra. Audrey Kamsu, responsável pelas relações com os organismos membros, e por dois especialistas da UAR, os Srs. Ousseyni Dieng e Mamadou Baal.
«Transição para uma África digital: oportunidades e desafios» foi o tema da apresentação do Sr. Mamadou Baal. Segundo o especialista da UAR, os governos africanos têm responsabilidades importantes perante o setor audiovisual público: salvaguardar interesses públicos essenciais no novo ambiente digital, incluindo o acesso à informação e a diversidade cultural; promover os valores sociais das sociedades africanas; e reconhecer o papel particular da radiodifusão como fator de união, capaz de oferecer uma ampla variedade de programas e serviços a todos os segmentos da população a baixo custo.
Gestão do espectro em África
Quanto ao espectro em África, o especialista da UAR recordou que as bandas VHF e UHF têm sido atribuídas à televisão analógica há décadas. Acrescentou, porém, que a televisão digital terrestre (TDT) utiliza o espectro de forma mais eficiente, libertando frequências — o dividendo digital — para outras utilizações. Embora a utilização deste dividendo continue em debate, algumas partes do espectro UHF apresentam características particularmente adequadas aos serviços móveis.
Fundada em 1977 como agência especializada da União Africana, a UAT colabora há vários anos com a UAR em questões relacionadas com a radiodifusão em África, através de ações de sensibilização e defesa do setor.