Especialistas reunidos na Assembleia Geral da União Africana de Radiodifusão (UAR), em Gaborone, Botswana, defenderam o reforço da resiliência dos media africanos perante as alterações climáticas e os seus impactos, para que possam continuar a proteger vidas e bens através de uma informação eficaz.
Durante um grande painel dedicado à «Resiliência dos media africanos face às alterações climáticas», especialistas como Maha Chrabie, diretora de vendas MEA – Broadcast Distribution; Emmanuel Wongibe, Diretor-Geral Adjunto da Cameroon Radio Television (CRTV); e Mary Daraja, da Kenya Broadcasting Corporation (KBC), analisaram formas de garantir a continuidade das operações dos media durante emergências climáticas.
Moderado por Onengiye Fyneface, responsável pelo departamento de língua inglesa da UAR, o debate partiu do princípio de que, durante crises climáticas, os profissionais dos media também são diretamente afetados, assim como as instalações de transmissão, edifícios e outros recursos operacionais.
Os participantes recomendaram a adoção de tecnologias modernas de radiodifusão, resistentes e adaptadas aos riscos climáticos, além de maior atenção às condições de vida e de trabalho dos profissionais dos media.
Os especialistas insistiram ainda que os jornalistas devem permanecer atentos ao seu próprio ambiente durante situações de crise. Nenhuma reportagem justifica colocar vidas em risco. A prioridade deve ser proteger os profissionais e as instalações, para que os recursos humanos e técnicos continuem disponíveis para prestar à sociedade o serviço de informação necessário.



