
O surto de Ébola na República Democrática do Congo pode ter estado a circular durante meses antes de ser oficialmente declarado a 15 de Maio, com as autoridades de saúde a enfrentarem críticas devido a atrasos na deteção e na resposta.
O primeiro caso conhecido foi o de um profissional de saúde na província de Ituri que desenvolveu sintomas no final de Abril, mas relatórios de mortes inexplicáveis na área de Mongbwalu já tinham surgido semanas antes. Investigadores sugerem que a transmissão pode ter começado logo em Fevereiro. Análises genéticas citadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) também apontam para um início do surto por essa altura.
A OMS alertou que o atraso na detecção continua a aumentar o risco de transmissão, particularmente em comunidades afectadas pela insegurança, deslocação de populações, sobrelotação e fraco acesso aos cuidados de saúde. Até 7 de Setembro, a OMS relatou mais de 6.700 casos confirmados na República Democrática do Congo e mais de 3.200 mortes no país, com casos também registados no Uganda e em França.



